Translate

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Interpretações dos 6 selos do Apocalipse - tendências Adventistas

Continuando a reflexão sobre as possibilidades interpretativas dos selos de Apoc 6  sugeridas por intépretes historicistas Adventistas resumo os períodos históricos na tabela abaixo.

1o Selo – Cavalo Branco
Período Apostólico
(Branco = pureza do Evangelho)
Anderson, LaRondelle, Paulien, Ranko
2 o Selo – Cavalo Vermelho
100-325 AD  //
Período geral de perseguição
(Vermelho – sangue dos santos)
Anderson  //
LaRondelle, Paulien, Ranko
3 o Selo – Cavalo Preto
Início da Idade Média   //
Período geral de rejeição do Evangelho
(Preto – ausência de luz/branco – Evangelho)
Anderson, LaRondelle //
Paulien, Ranko
4 o Selo – Cavalo Pálido (esverdeado)
Papado – Alta Idade Média   //
Período geral de forte rejeição do Evangelho
(Pálido = morte como resultado da rejeição da vida oferecida no Evangelho)
Anderson, LaRondelle //
Paulien, Ranko
5 o Selo – Clamor dos mártires
Reforma – Fim  //
Grande Tribulação (Mat 24)   //
Tempo de Juízo (Dan 8 – “até quando”)
Anderson, Paulien  //
Ranko   //
LaRondelle
6 o Selo – Dia do Senhor
Sinais cósmicos
XVIII-Fim
Eventos cósmicos com datas específicas
Eventos cósmicos sem datas específicas

Anderson  //
LaRondelle, Paulien Ranko

Conforme a tabela detecto algumas tendências nas interpretações Adventistas dos 6 selos do Apocalipse. Primeiro, como mencionado no texto anterior, há uma certa harmonia em dividir os selos em dois grupos (1-4; 5-7). Os primeiro grupo que contém os cavaleiros são interpretados historicamente do período apostólico até aproximadamente a Reforma ou século XVIII.

A outra tendência que percebo é referente ao segundo grupo de selos (5-7). Todos concordam que o sétimo selo se refere a volta de Jesus e o sexto selo termina no limiar desse evento.Os detalhes do quinto e sexto ainda estão em questionamento. No quinto selo as sugestões divergem quanto a aplicação histórica da espera dos mártires. Nesse selo há um questionamento à Deus, da parte dos que sofreram perseguição (selos 2-4). Os mártires exclamam, "até quando" o juízo? A eles é dito que esperem um "pouco mais" (Apoc 6:10,11).

LaRondelle faz uma conexão linguística do "até quando" com Daniel 8:13-14 e sugere que o quinto selo termina em 1844, conforme a profecia das 2300 tardes e manhãs. Ambos os textos falam de juízo e precedem imediatamente a vinda do Messias. Anderson, Paulien e Ranko dependem do quarto e sexto selo para determinar o período do quinto selo, da Idade Média/Reforma até próximo a volta de Jesus (6o. selo). Até aqui as divergências são pequenas e facilmente ajustáveis cronologicamente e biblicamente.

É no sexto selo que as interpretações Adventistas vão divergir mais afetando a interpretação do restante do Apocalipse, principalmente as trombetas. Apesar de todos concordarem com seu término (o fim ou volta do Messias) os sinais de anúncio desse grande dia de juízo são interpretados diferentemente. O terremoto é o ponto mais controverso e sobre ele refletimos no próximo texto.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Interpretações historicistas dos 6 selos do Apocalipse

O livro do Apocalipse, por sua linguagem simbólica, permite uma gama de interpretações. Várias leituras foram sugeridas para esclarecer sua mensagem dentro do Adventismo. Aqui reflito sobre algumas possibilidades interpretativas de Apoc 4-7 (7 selos) dentro de uma perspectiva historicista.

Os pesquisadores historicistas consultados concluem que os selos devem se compreendidos como as 7 igrejas, representando um panorama histórico que inicia na época do profeta até a volta de Jesus. A base textual apontada por eles é ancorado no sexto selo que descreve a vinda do Messias ou o grande e terrível do Senhor mencionado pelos profetas do Antigo Testamento (Apoc 6:16). A partir dessa conclusão, eles sugerem que o início dos selos devem começar no tempo do profeta João, o século I AD.

Alguns argumentos textuais são relacionados ao início dos selos. (a) A visão do trono em Apoc 4-5 representa a entronização de Jesus após Sua ascenção; (b) Semelhança com outras profecias apocalípticas que iniciam no tempo do profeta e vão até o fim - e.g. Dan 2, 7; Mat 24 e Apoc 2-3. Dessas passagens apenas em Daniel é deixado explícito que a profecia deve ser interpretado como um panorama do tempo do profeta até o tempo do fim. A passagem de Mat 24 não deixa claro a sequência histórica dos eventos descritos e as 7 cartas às igrejas (Apoc 2-3) também não possuem marcadores cronológicos explícitos.

Por causa da ausência de marcadores temporais alguns intérpretes sugerem que as 7 igrejas e os selos podem ser intepretados como símbolos de períodos específicos na história tanto quanto eras gerais que apresentam características descritas no texto. Outros, no entanto, acreditam que é possível atribuir datas específicas tanto às 7 igrejas como aos 7 selos. Apesar da divergência nos detalhes há pontos em comum entre eles. Os 7 selos são divididos em duas partes, 1-4 e 5-7.  Os quatro primeiros selos se aplicam primariamente até a Reforma Protestante no século XVI AD. Os últimos selos (5-7) devem representar eventos após a Reforma indo até o fim. O argumento textual para a divisão é claro, há quatro cavalos nos primeiros 4 selos.

Jon Paulien, Ranko Stefanovic e Hans LaRondelle por exemplo escrevem que os selos 1-4 são lições gerais da rejeição do evangelho de Cristo. Visto que o branco no Apocalipse sempre é relacionado a Deus e seu povo, o cavalo branco representa Jesus e o Evangelho. Na sequência os próximos cavaleiros e cavalos representam inimizade ou rejeição do Evangelho. A violência usada contra Cristãos descritas nos selos 2-4 continuam atualmente, por isso sua aplicação não terminou.

Roy Allan Anderson prefere atribuir datas específicas aos selos igualando a sua interpretação das 7 cartas em Apoc 2-3. No próximo texto há uma tabela resumindo a aplicação histórica dos selos de algumas possições interpretativas discutidas aqui.

sábado, 22 de março de 2014

A que(m) se refere a profecia sobre os reis do norte e do sul e quais eventos são descritos Dan 11:40-43?

A expressão “no fim do tempo” (et qetz) de Dan 11:40 marca o período histórico desses versos (11:40-12:3). Ela é usada anteriormente em Dan 8:17. Em Dan 8 esse é o tempo final dos 2300 anos. Na interpretação profética historicista esse período termina em 1844 AD. O anjo que interpreta a visão parece sugerir que o tempo do fim (8:17,19) é o período final e posterior aos 2300 anos num futuro distante do profeta Daniel (8:26).

Em Dan 12:4,6,9 o anjo diz a Daniel que o livro deverá ser selado até o “tempo do fim” (et qetz) quando ele seria aberto ou compreendido no período final das 2300 anos. Portanto, os eventos de Dan 11:40-12:3 devem ser interpretados como eventos históricos cerca de 1844 AD quando o livro deixa de ser selado (aberto – compreendido. Em Dan 11 essa expressão ocorre antes no v.35 mas o anjo deixa claro que se refere ao futuro dos eventos ali descritos, como no v.27, com o qualificador moed  (tempo determinado – como estações em Gen 1:14).

Durante ou após a compreensão profética dos livros de Daniel e Apocalipse nos anos próximos a 1844 o rei do norte lutará com o rei do sul novamente (v.40). Perceba que o reino do sul não havia sido mencionado em Dan 11 desde o v.15  (Quando Roma surge no cenário de Dan 11? (11:14-22)). O reino do norte em 11:15-16 é Roma que vence os Gregos (rei do sul) e conquista a terra prazerosa (Palestina).

No v.45 há a descrição sobre o final desses poderes, é o final do tempo do fim. Nesse tempo Miguel surgirá para restaurar Seu povo perseguido por esses poderes (12:1-3). Essa restauração em Dan 2, 7 e 8 é o estabelecimento do reino divino após os reinos maus, principalmente Roma, o último. Mas quem é rei do sul, que não é mencionado desde 11:15?

No historicismo há divergências quanto a quem seja o rei do sul. Roy Gane and Younker, professores do Seminário Adventista na Andrews University recentemente propuseram que o rei do sul é o Islã. Urias Smith enxergou o rei do sul como o poder Islâmico Otomano representato pelo Egito e os Turcos em contrapartida aos poderes europeus de Napoleão Bonaparte. O ponto em comum de ambas as interpretações é ler a “santa e bela montanha” (har-tzevi-qodesh) literalmente, ou seja, a Palestina ou o território de Jerusalem.

William Shea, Hans LaRondelle e Tiago White enxergam a “santa montanha” de forma diferente e não geográfica. Na hermenêutica deles à luz do Novo Testamento principalmente do livro de Apocalipse os símbolos apocalípticos pós-cruz devem ser interpretados espiritualmente pois não há Israel geográfico e sim como um povo que aceita o Messias (Cristo). A profecia continua tendo seus parâmetros geográficos na Palestina e Jerusalem em seu centro de referência pois esse era o local do Templo da época do profeta Daniel.

Nesse prisma o rei do sul é o Egito não geográfico mas espiritual como os profetas Isaías e outros já haviam indicado. O Egito é o poder inimigo de Deus. Em Apoc 11:8 o Egito é o nome do poder inimigo de Deus. A passagem de Apoc 11 é vista por “todos” os Adventistas historicistas (tendo Ellen G. White Grande Conflito como suporte) como sendo a França ateísta contra o Cristianismo.

Visto que a profecia ainda não se cumpriu é difícil saber quem está correto. O ponto de discusão aqui é como interpretar “terra” em profecia apocalíptica. Os literalistas (Smith, Gane e Younker) vêm Egito Islâmico como o rei do sul enquanto os espiritualizadores acham que o rei do sul seja o ateísmo iniciado na Revolução Francesa (França).

Quais as implicações de cada interpretação? Continua em breve...

sábado, 9 de novembro de 2013

Quem é o governante de Dan 11:31-39 e quais os eventos históricos profetizados nessa seção profética?

Anteriormente (ultimos 2 textos) expliquei que os preteristas enxergam Antíoco IV Epifânio desde o v.13 até o final de Dan 11. Os futuristas gostam de Epifânio até o verso 35, mas o final eles vêem um “Antíoco” em escala cósmica, o anticristo popularizado na séria Deixado para Trás. Mas como já expliquei antes eu adoto o mais coerente método historicista de interpretação profética.

O historicismo Adventista interpreta o v.22 como Jesus no Império Romano do século I (o príncipe da Aliança). Nesse ponto todos Adventistas pesquisados concordam. Mas do v.23 ao final não há unanimidade. Eu advogo a possição de Urias Smith que vê no v.31 uma relação com Dan 12:11 (remoção do diário e estabelecimento da abominação desoladora). A abominação desoladora é o Cristianismo apostatado Papal.

As descrições feitas nos v.31-39 são profecias acerca dos séculos VI ao XVIII (do “estabelecimento” do papado em 508 até a sua remoção em 1798 – 1290 anos de Dan 12:11). Em Daniel 11 quando Roma Papal é descrita a linguagem muda de reis do norte e sul batalhando entre si para apenas o reino do norte perseguindo o povo de Deus.

Smith argumenta que a linguagem é mais espiritual que física, isso não diminui a realidade da perseguição efetuada na Idade Média. Como William Shea ele interpreta a perseguição do v.33 acontecendo nos 1260 anos de atrocidades do chifre referido em Dan 7 que é Roma Papal. No entanto, Smith vê nos v.36-39 a Revolução Francesa que deu cabo a essa fase do chifre Romano. Para ele a expressão do verso 37 “não terá respeito aos deuses de seus pais” é o Ateísmo forte que persegue os Cristãos na França. Mas isso deve ser averiguado com mais cuidado.

Creio que Smith ao isolar esse termo se equivoca em remover o foco da profecia no poder Papal. “Não terá respeito aos deuses de seus pais” creio que seja uma descrição do ataque religioso dos reis maus contra a aliança (v.26,28). Comparando esse poder de Dan 11 com o chifre pequeno de Dan 8 entendemos que essa oposição contra Deus não é expressada com o Ateísmo mas com um sistema idólatra de engano (11:38,39). A religião desse poder da Idade Média contrafaz a verdadeira religião bíblica. Assim, os v.31-39 refere-se ao poder Romano Papal até o tempo do fim (v.40).

sábado, 2 de novembro de 2013

Quais os poderes e eventos históricos que Dan 11:23-31 anuncia?

Preteristas e futuristas enxergam Antíoco IV Epifânio desde o v.13. Historicistas no entanto divergem dessa interpretação e limitam o papel desse príncipe na profecia. O ponto de transição é o v.22. Para os historicistas Adventistas o termo “príncipe da aliança” (Heb. nagid berit) é interpretada à luz de Dan 9:25 e se refere a Jesus

O Messias foi morto no tempo dos Romanos e o v.22 refere-se ao tempo do império Romano no esquema historicista. A ideia que Roma está sendo descrita nessa seção de Dan 11 já era reconhecida pelos Judeus tradutores do livro de Daniel para o grego (a Septuaginta ou LXX) antes de Cristo, visto que eles traduziram o termo hebraico kittim por romaios.

Considerando que o v.22 deve ser colocado provavelmente no tempo de Jesus Cristo e o v.31 é uma referência ao chifre pequeno na Idade Média (8:11,12; 12:11 – profana o templo, remove o diário e põe a abominação). Se os v.23-31 são lidos cronologicamente então do v.22-31 os poderes descritos são Romanos do I ao IV século AD. Essa é a maneira que Uriah Smith enxerga o texto. Já William Shea vê um intervalo do v.22 (tempo de Cristo) para o v.23 (Cruzados).

Para Shea os Cruzados da Idade Média é o poder principal do v.23 ao 39. Ele não enxerga no entanto descrições cronológicas mas temáticas. O que é bem distinto da maneira como as profecias em Daniel (2, 7, 8-9) foram proclamadas. A seção de Dan 11-12 não é uma visão mas uma descrição detalhada das visões anteriores, assim justifica-se uma nova maneira de descrever o futuro. Shea acha que o tema dos v.23-30 é a oposição militar de Roma Papal contra os santos, o tema do v.31 é a subversão do sistema da salvação pelo mesmo poder Romano, os v.32-34 foca na perseguição e o último bloco (v.35-39) destaca a exaltação própria ou orgulho desse poder.


Se os v.23-31 são lidos cronologicamente então do v.22-31 os poderes descritos são Romanos do I ao IV século AD

Considero aqui apenas duas observações quanto a interpretação de Shea. Não seria a oposição militar (v.23-30) uma perseguição aos santos (v.32-34)? A distinção entre esses blocos parece legítima pois eles são mais resumos teológicos que descrições históricas, mas eu colocaria esse resumo dos v.31-35 e não do v.32-34. Outro ponto a ser refletido no esquema de Shea é que Dan 11 não se encaixaria no estilo profético de Dan 2, 7 e 8-9 que vai do tempo do profeta até o fim cronologicamente. Assim como o livro e Apocalipse com seus interlúdios.

Acho que a maneira de Smith é mais consistente e mais coerente com a história. Nesse método cronológico de interpretar as profecias de Daniel Smith consegue demarcar 508AD como um cumprimento profético do v.31. Shea vê o “diário” como a união entre a igreja e o estado no tempo dos Cruzados e não no tempo de Clovis (508AD) ou Justiniano (538AD) que encaixa no esquema de Dan 12:11,12 (1260 e 1335 anos).

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Será que Antioco Epífanes IV aparece em Dan 11?


Preteristas e futuristas enxergam esse déspota Greco-Seleucida, Antíoco Epífanes IV como o inimigo central das profecias de Daniel. E em Dan 11 isso não seria diferente, eles enxergam Antíoco IV do v.13 em diante. Historicistas no entanto estão divididos quanto a interpretação dos v.13-20 e alguns nem acham que Antíoco está na profecia.

William Shea vê Antíoco IV no v.14 e 15 até sua destruição pelos Romanos no v.16. Urias Smith no entanto acha que o poder descrito nos v.13-15 é do seu antecessor Antíoco o Grande III. Roy Gane tem um posição semelhante porém ele acha que Roma deve ser inserida apenas no contexto do v.21. Assim para ele Antíoco III é o poder descrito dos v.11-19.

Todos concordam que Roma definitivamente é o poder do v.21 sendo o v.22 já no tempo de Jesus (I séc AD). Eles também concordam que o v.13 refere-se as atividades de Antíoco III. Assim os v.14-22 possuem interpretações diversas no meio Adventista. Enquanto Shea e Smith inserem Roma entre os v.15 e 16, Gane vê a transição dos poderes Helênicos para os Romanos apenas nos v.21-22.

Interpretar profecias, ou identificar com precisão eventos históricos com textos bíblicos é uma tarefa árdua. Requer bastante conhecimento da história e preferencialmente do texto bíblico nas línguas originais. Quanto a esse texto (Dan 11) a maioria dos intérpretes acham que as descrições dos reinos do norte e do sul devem ser lidas no contexto do Povo de Deus (Israel). Como eles interpretam profecia à luz da história é que deve ser melhor averiguada. E mais atenção deve ser dada ao texto de Dan 11.

sábado, 12 de outubro de 2013

Quando Roma surge no cenário de Dan 11? (11:14-22)



No texto anterior expliquei uma das formas de tentar entender cronologicamente Dan 11. Nesse texto explico um pouco mais sobre as razões textuais para indentificar o poder Romano nessa profecia. Como já visto devemos comparar Dan 11 com profecias de sequência histórica anteriores, como Dan 2, 7 e 8-9.  Em Dan 11:4 temos os Persas (8:20) seguidos pelos Gregos (11:3; 8:21) que são dividido pelos quatro ventos do céu (11:4; 8:22).

O padrão de reinos continua em todas as visões. Em Dan 8 após a divisão da Grécia entre os quatro ventos surge o chifre que começa pequeno e domina até os céus. Ele é o centro da visão até o fim. Em Dan 11 após os quatro ventos surge os reinos do norte e do sul guerreando entre si. Na história os quatro reinos após Alexandre duraram por pouco tempo e apenas dois deles permaneceram até o surgimento do império Romano. Eram os Seleucidas e os Ptolomeus.

Deve-se prestar atenção que o título "reino do norte" desaparece em Dan 11:16 e volta apenas no final (v.40). De Dan  11:16 apenas o rei do sul é mencionado contra um “novo” poder introduzido no mesmo verso que provavelmente é o reino do norte desde o v.15. Esse reino conquistará a “terra prazerosa” (algumas versões “gloriosa”) que é mencionada em Dan 8:9. No Antigo Testamento essa terra é principalmente a Palestina (Canaã). E o mesmo fará guerra contra o príncipe da Aliança profetizado por Dan 9.

Após os Gregos surgiram os Romanos que conquistaram a Palestina, mataram a Jesus e deram origem ao poder perseguidor que dura até o tempo do fim, em sua forma pagã e religiosa. Portanto, baseado nesses paralelismos, acho que Roma é introduzido no verso 15 como o reino do norte. Esse poder é o centro das atenções até o final quando ressurge o reino do sul antes de Miguel terminar a visão com a ressurreição dos justos (Dan 12).

E provavelmente as fases pagã e religiosa de Roma são distintas como em Dan 8. A divisão mais coerente é introduzir a segunda fase de Roma de Dan 11:31 visto que a profecia refere-se a profanação do santuário, a tomada do diário e o estabelecimento da abominação desoladora como em Dan 8:11,12. Ou seja, desde Dan 2 passando por 7, 8-9 a última visão sobre os poderes inimigos de Deus foca mais sua atenção no último poder que mais afeta(rá) a obra de salvação divina, Roma, que não terá sucessor até o reino dos céus.

Comunicação Divina: Assim como Deus começa com um panorama geral da história mas depois foca no mais importante, devemos também priorizar o reino que mais afetará nossa vida, o reino dos céus (Mat 6:33).