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sábado, 22 de março de 2014

A que(m) se refere a profecia sobre os reis do norte e do sul e quais eventos são descritos Dan 11:40-43?

A expressão “no fim do tempo” (et qetz) de Dan 11:40 marca o período histórico desses versos (11:40-12:3). Ela é usada anteriormente em Dan 8:17. Em Dan 8 esse é o tempo final dos 2300 anos. Na interpretação profética historicista esse período termina em 1844 AD. O anjo que interpreta a visão parece sugerir que o tempo do fim (8:17,19) é o período final e posterior aos 2300 anos num futuro distante do profeta Daniel (8:26).

Em Dan 12:4,6,9 o anjo diz a Daniel que o livro deverá ser selado até o “tempo do fim” (et qetz) quando ele seria aberto ou compreendido no período final das 2300 anos. Portanto, os eventos de Dan 11:40-12:3 devem ser interpretados como eventos históricos cerca de 1844 AD quando o livro deixa de ser selado (aberto – compreendido. Em Dan 11 essa expressão ocorre antes no v.35 mas o anjo deixa claro que se refere ao futuro dos eventos ali descritos, como no v.27, com o qualificador moed  (tempo determinado – como estações em Gen 1:14).

Durante ou após a compreensão profética dos livros de Daniel e Apocalipse nos anos próximos a 1844 o rei do norte lutará com o rei do sul novamente (v.40). Perceba que o reino do sul não havia sido mencionado em Dan 11 desde o v.15  (Quando Roma surge no cenário de Dan 11? (11:14-22)). O reino do norte em 11:15-16 é Roma que vence os Gregos (rei do sul) e conquista a terra prazerosa (Palestina).

No v.45 há a descrição sobre o final desses poderes, é o final do tempo do fim. Nesse tempo Miguel surgirá para restaurar Seu povo perseguido por esses poderes (12:1-3). Essa restauração em Dan 2, 7 e 8 é o estabelecimento do reino divino após os reinos maus, principalmente Roma, o último. Mas quem é rei do sul, que não é mencionado desde 11:15?

No historicismo há divergências quanto a quem seja o rei do sul. Roy Gane and Younker, professores do Seminário Adventista na Andrews University recentemente propuseram que o rei do sul é o Islã. Urias Smith enxergou o rei do sul como o poder Islâmico Otomano representato pelo Egito e os Turcos em contrapartida aos poderes europeus de Napoleão Bonaparte. O ponto em comum de ambas as interpretações é ler a “santa e bela montanha” (har-tzevi-qodesh) literalmente, ou seja, a Palestina ou o território de Jerusalem.

William Shea, Hans LaRondelle e Tiago White enxergam a “santa montanha” de forma diferente e não geográfica. Na hermenêutica deles à luz do Novo Testamento principalmente do livro de Apocalipse os símbolos apocalípticos pós-cruz devem ser interpretados espiritualmente pois não há Israel geográfico e sim como um povo que aceita o Messias (Cristo). A profecia continua tendo seus parâmetros geográficos na Palestina e Jerusalem em seu centro de referência pois esse era o local do Templo da época do profeta Daniel.

Nesse prisma o rei do sul é o Egito não geográfico mas espiritual como os profetas Isaías e outros já haviam indicado. O Egito é o poder inimigo de Deus. Em Apoc 11:8 o Egito é o nome do poder inimigo de Deus. A passagem de Apoc 11 é vista por “todos” os Adventistas historicistas (tendo Ellen G. White Grande Conflito como suporte) como sendo a França ateísta contra o Cristianismo.

Visto que a profecia ainda não se cumpriu é difícil saber quem está correto. O ponto de discusão aqui é como interpretar “terra” em profecia apocalíptica. Os literalistas (Smith, Gane e Younker) vêm Egito Islâmico como o rei do sul enquanto os espiritualizadores acham que o rei do sul seja o ateísmo iniciado na Revolução Francesa (França).

Quais as implicações de cada interpretação? Continua em breve...

sábado, 9 de novembro de 2013

Quem é o governante de Dan 11:31-39 e quais os eventos históricos profetizados nessa seção profética?

Anteriormente (ultimos 2 textos) expliquei que os preteristas enxergam Antíoco IV Epifânio desde o v.13 até o final de Dan 11. Os futuristas gostam de Epifânio até o verso 35, mas o final eles vêem um “Antíoco” em escala cósmica, o anticristo popularizado na séria Deixado para Trás. Mas como já expliquei antes eu adoto o mais coerente método historicista de interpretação profética.

O historicismo Adventista interpreta o v.22 como Jesus no Império Romano do século I (o príncipe da Aliança). Nesse ponto todos Adventistas pesquisados concordam. Mas do v.23 ao final não há unanimidade. Eu advogo a possição de Urias Smith que vê no v.31 uma relação com Dan 12:11 (remoção do diário e estabelecimento da abominação desoladora). A abominação desoladora é o Cristianismo apostatado Papal.

As descrições feitas nos v.31-39 são profecias acerca dos séculos VI ao XVIII (do “estabelecimento” do papado em 508 até a sua remoção em 1798 – 1290 anos de Dan 12:11). Em Daniel 11 quando Roma Papal é descrita a linguagem muda de reis do norte e sul batalhando entre si para apenas o reino do norte perseguindo o povo de Deus.

Smith argumenta que a linguagem é mais espiritual que física, isso não diminui a realidade da perseguição efetuada na Idade Média. Como William Shea ele interpreta a perseguição do v.33 acontecendo nos 1260 anos de atrocidades do chifre referido em Dan 7 que é Roma Papal. No entanto, Smith vê nos v.36-39 a Revolução Francesa que deu cabo a essa fase do chifre Romano. Para ele a expressão do verso 37 “não terá respeito aos deuses de seus pais” é o Ateísmo forte que persegue os Cristãos na França. Mas isso deve ser averiguado com mais cuidado.

Creio que Smith ao isolar esse termo se equivoca em remover o foco da profecia no poder Papal. “Não terá respeito aos deuses de seus pais” creio que seja uma descrição do ataque religioso dos reis maus contra a aliança (v.26,28). Comparando esse poder de Dan 11 com o chifre pequeno de Dan 8 entendemos que essa oposição contra Deus não é expressada com o Ateísmo mas com um sistema idólatra de engano (11:38,39). A religião desse poder da Idade Média contrafaz a verdadeira religião bíblica. Assim, os v.31-39 refere-se ao poder Romano Papal até o tempo do fim (v.40).

sábado, 2 de novembro de 2013

Quais os poderes e eventos históricos que Dan 11:23-31 anuncia?

Preteristas e futuristas enxergam Antíoco IV Epifânio desde o v.13. Historicistas no entanto divergem dessa interpretação e limitam o papel desse príncipe na profecia. O ponto de transição é o v.22. Para os historicistas Adventistas o termo “príncipe da aliança” (Heb. nagid berit) é interpretada à luz de Dan 9:25 e se refere a Jesus

O Messias foi morto no tempo dos Romanos e o v.22 refere-se ao tempo do império Romano no esquema historicista. A ideia que Roma está sendo descrita nessa seção de Dan 11 já era reconhecida pelos Judeus tradutores do livro de Daniel para o grego (a Septuaginta ou LXX) antes de Cristo, visto que eles traduziram o termo hebraico kittim por romaios.

Considerando que o v.22 deve ser colocado provavelmente no tempo de Jesus Cristo e o v.31 é uma referência ao chifre pequeno na Idade Média (8:11,12; 12:11 – profana o templo, remove o diário e põe a abominação). Se os v.23-31 são lidos cronologicamente então do v.22-31 os poderes descritos são Romanos do I ao IV século AD. Essa é a maneira que Uriah Smith enxerga o texto. Já William Shea vê um intervalo do v.22 (tempo de Cristo) para o v.23 (Cruzados).

Para Shea os Cruzados da Idade Média é o poder principal do v.23 ao 39. Ele não enxerga no entanto descrições cronológicas mas temáticas. O que é bem distinto da maneira como as profecias em Daniel (2, 7, 8-9) foram proclamadas. A seção de Dan 11-12 não é uma visão mas uma descrição detalhada das visões anteriores, assim justifica-se uma nova maneira de descrever o futuro. Shea acha que o tema dos v.23-30 é a oposição militar de Roma Papal contra os santos, o tema do v.31 é a subversão do sistema da salvação pelo mesmo poder Romano, os v.32-34 foca na perseguição e o último bloco (v.35-39) destaca a exaltação própria ou orgulho desse poder.


Se os v.23-31 são lidos cronologicamente então do v.22-31 os poderes descritos são Romanos do I ao IV século AD

Considero aqui apenas duas observações quanto a interpretação de Shea. Não seria a oposição militar (v.23-30) uma perseguição aos santos (v.32-34)? A distinção entre esses blocos parece legítima pois eles são mais resumos teológicos que descrições históricas, mas eu colocaria esse resumo dos v.31-35 e não do v.32-34. Outro ponto a ser refletido no esquema de Shea é que Dan 11 não se encaixaria no estilo profético de Dan 2, 7 e 8-9 que vai do tempo do profeta até o fim cronologicamente. Assim como o livro e Apocalipse com seus interlúdios.

Acho que a maneira de Smith é mais consistente e mais coerente com a história. Nesse método cronológico de interpretar as profecias de Daniel Smith consegue demarcar 508AD como um cumprimento profético do v.31. Shea vê o “diário” como a união entre a igreja e o estado no tempo dos Cruzados e não no tempo de Clovis (508AD) ou Justiniano (538AD) que encaixa no esquema de Dan 12:11,12 (1260 e 1335 anos).

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Será que Antioco Epífanes IV aparece em Dan 11?


Preteristas e futuristas enxergam esse déspota Greco-Seleucida, Antíoco Epífanes IV como o inimigo central das profecias de Daniel. E em Dan 11 isso não seria diferente, eles enxergam Antíoco IV do v.13 em diante. Historicistas no entanto estão divididos quanto a interpretação dos v.13-20 e alguns nem acham que Antíoco está na profecia.

William Shea vê Antíoco IV no v.14 e 15 até sua destruição pelos Romanos no v.16. Urias Smith no entanto acha que o poder descrito nos v.13-15 é do seu antecessor Antíoco o Grande III. Roy Gane tem um posição semelhante porém ele acha que Roma deve ser inserida apenas no contexto do v.21. Assim para ele Antíoco III é o poder descrito dos v.11-19.

Todos concordam que Roma definitivamente é o poder do v.21 sendo o v.22 já no tempo de Jesus (I séc AD). Eles também concordam que o v.13 refere-se as atividades de Antíoco III. Assim os v.14-22 possuem interpretações diversas no meio Adventista. Enquanto Shea e Smith inserem Roma entre os v.15 e 16, Gane vê a transição dos poderes Helênicos para os Romanos apenas nos v.21-22.

Interpretar profecias, ou identificar com precisão eventos históricos com textos bíblicos é uma tarefa árdua. Requer bastante conhecimento da história e preferencialmente do texto bíblico nas línguas originais. Quanto a esse texto (Dan 11) a maioria dos intérpretes acham que as descrições dos reinos do norte e do sul devem ser lidas no contexto do Povo de Deus (Israel). Como eles interpretam profecia à luz da história é que deve ser melhor averiguada. E mais atenção deve ser dada ao texto de Dan 11.

sábado, 12 de outubro de 2013

Quando Roma surge no cenário de Dan 11? (11:14-22)



No texto anterior expliquei uma das formas de tentar entender cronologicamente Dan 11. Nesse texto explico um pouco mais sobre as razões textuais para indentificar o poder Romano nessa profecia. Como já visto devemos comparar Dan 11 com profecias de sequência histórica anteriores, como Dan 2, 7 e 8-9.  Em Dan 11:4 temos os Persas (8:20) seguidos pelos Gregos (11:3; 8:21) que são dividido pelos quatro ventos do céu (11:4; 8:22).

O padrão de reinos continua em todas as visões. Em Dan 8 após a divisão da Grécia entre os quatro ventos surge o chifre que começa pequeno e domina até os céus. Ele é o centro da visão até o fim. Em Dan 11 após os quatro ventos surge os reinos do norte e do sul guerreando entre si. Na história os quatro reinos após Alexandre duraram por pouco tempo e apenas dois deles permaneceram até o surgimento do império Romano. Eram os Seleucidas e os Ptolomeus.

Deve-se prestar atenção que o título "reino do norte" desaparece em Dan 11:16 e volta apenas no final (v.40). De Dan  11:16 apenas o rei do sul é mencionado contra um “novo” poder introduzido no mesmo verso que provavelmente é o reino do norte desde o v.15. Esse reino conquistará a “terra prazerosa” (algumas versões “gloriosa”) que é mencionada em Dan 8:9. No Antigo Testamento essa terra é principalmente a Palestina (Canaã). E o mesmo fará guerra contra o príncipe da Aliança profetizado por Dan 9.

Após os Gregos surgiram os Romanos que conquistaram a Palestina, mataram a Jesus e deram origem ao poder perseguidor que dura até o tempo do fim, em sua forma pagã e religiosa. Portanto, baseado nesses paralelismos, acho que Roma é introduzido no verso 15 como o reino do norte. Esse poder é o centro das atenções até o final quando ressurge o reino do sul antes de Miguel terminar a visão com a ressurreição dos justos (Dan 12).

E provavelmente as fases pagã e religiosa de Roma são distintas como em Dan 8. A divisão mais coerente é introduzir a segunda fase de Roma de Dan 11:31 visto que a profecia refere-se a profanação do santuário, a tomada do diário e o estabelecimento da abominação desoladora como em Dan 8:11,12. Ou seja, desde Dan 2 passando por 7, 8-9 a última visão sobre os poderes inimigos de Deus foca mais sua atenção no último poder que mais afeta(rá) a obra de salvação divina, Roma, que não terá sucessor até o reino dos céus.

Comunicação Divina: Assim como Deus começa com um panorama geral da história mas depois foca no mais importante, devemos também priorizar o reino que mais afetará nossa vida, o reino dos céus (Mat 6:33).

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Como estabelecer uma cronologia de Dan 11?


Daniel 11 não é um capítulo fácil de ser entendido. No entanto, como profecia ela foi escrita com o intuito de revelar o desenvolver da história da salvação. De acordo com a interpretação profética historicista textos claros devem iluminar passagens não tão claras. Neste caso, para entendermos Daniel 11 devemos compará-lo com profecias anteriores no próprio livro.

Por esse método comparativo pode-se  notar que todas as profecias apocalípticas (Dan 2,7,8-9,11-12) possuem um esquema semelhante. Através de paralelos textuais claros o leitor atencioso percebe pontos de referência ou pontos de transição histórica em Dan 11 à luz de clara explicação em profecias anteriores. Por exemplo:

11:2 – Pérsia (Dan 8:20)
11:2 – Grécia (Dan 8:21)
11:3 – poderoso rei da Grécia (8:21 – Alexandre)
11:4 – espalhados para os 4 ventos do céu (8:22 –império de Alexandre dividido em 4 seções)
11:16 – bela terra conquistada (bela  = Heb. tzebi  8:9 – império após Grécia [Roma] conquista Palestina)
11:22 – Príncipe da Aliança será destruído (9:25 – Romanos “cortam” o Messias Príncipe)
11:30 – Santa Aliança (9:27 – Jesus confirma aliança com verdadeiro Israel)
11:31 – profanação do Santuário, remoção do ‘diário’ e instituição da abominação desoladora (8:11,12; 9:26,27 – desde o tempo de Jesus os Romanos atacam o sistema de culto divino com abominações)

Vendo os paralelos acima podemos demarcar pontos históricos em Dan 11. A sequência de reinos é a mesma de visões anteriores: Medo-Pérsia, Grécia, Roma até o fim (11:35,40,45). A cronologia e o cumprimento histórico contínuo (do tempo do profeta até o estabelecimento do reino de Deus) ainda prevalece em Dan 11. O paralelismo delineado acima ajuda o intérprete a demarcar claramente Dan 11 na história. Tais demarcações são explicadas pelo próprio livro (anjos).

A partir do esquema acima podemos explicar Dan 11 da seguinte forma: v.1-2 = Medo-Pérsia, v.3-15 = Grécia, v.16-22 = Roma até o tempo de Jesus Cristo, v.31-12:1= Roma papal até o fim (cf.12:11). Tal esquema deve ser no entanto refinado, principalmente os v.16-30, onde as descrições são semelhantes aos do chifre “pequeno” de Dan 7 e 8. O que essas descrições sugerem é que apesar das fases (pagã e papal) o poder Romano continua o mesmo como em Dan 8 (o chifre “pequeno” é tanto Roma pagã como papal) e Dan 7 (chifre “pequeno” surge da besta Romana).

O intérprete de profecias apocalípticas deve sempre ter em mente que textos apocalípticos estão interessados em descrever “história sagrada” à luz do povo de Deus. Assim o foco será eventos marcantes na história da redenção e não detalhes exaustivos. Isso permite certo intervalo de tempo ou generalizações cronológicas mas nunca grandes intervalos de tempo entre um poder e outro (como no futurismo). Ao interpretar profecias apocalípticas deve-se procurar atentatemente por padrões ou coerência contextual.

Comunicação divina: Deus é coerente não somente em Suas revelações mas em Sua obra de salvação explicadas nessas profecias.

sábado, 7 de setembro de 2013

Qual a relação entre a revelação divina em Dan 11-12 e a revelação anterior de Dan 2, 7, 8 e 9? (10:14; 11:1-12:13)


A relação entre Dan 11-12 com o resto do livro é temática. A primeira relação é que enquanto Dan 2, 7, 8 são visões simbólicas, Dan 9, 11-12 não são visões mas interpretações ou descrições futurísticas por meio de um anjo. Mas, a estrutura histórica básica é mantida mais ou menos do tempo do profeta ao tempo do fim. Por exemplo:

11:2 – Persia (Dan 8:20);
11:2 - Grécia (8:21); 11:3 – poderoso rei da Grécia (8:21 – chifre proeminente – Alexandre o Grande);
11:4 espalhado pelos 4 ventos do céu (8:22 – reino de Alexandre espalhado em 4 seções;
11:16,41 – terra prazerosa (8:9 – poder após a Grécia [Roma] conquistando a terra prometida [Palestina]);
11:22 – Príncipe da aliança será destruído (9:25 – Romanos matam o Messias Príncipe [Jesus]);
11:30 – santa aliança (9:27 – Jesus confirma a aliança com o verdadeiro Israel);
11:31 – profanação do santuário, retirada do “diário” e a substituindo com a abominação desoladora (8:11, 12: 9: 26,27 – do tempo de Jesus os Romanos atacam o sistema de culto divino);

Outras similaridades:
Perseguição  - 7:25, 8:10, 11:32-34; 
Exaltação blasfemadora (7:8, 20, 25; 8:10-11; 11:35-39);
Selamento da visão (8:26, 12:4).
Revelação a beira de um rio e prostração do profeta mediante revelação (8:2, 10:4; 8:18, 10:9)

Assim, considerando essas demarcações textuais podemos entender na sequência de reinos de Dan 2,7 e 8 a mesma estrutura em Dan 11-12. Os reinos são da Medo-Pérsia, Grécia e Roma até o fim (11:35, 40, 45). A cronologia e cumprimento histórico contínuo do tempo do profeta até o estabelecimento do Reino de Deus no fim é seguida por todos esses textos. Os paralelismos entre Dan 11 e as outras visões ajudam o intérprete da profecia a ancorar demarcações claras em Dan 11 na história.

Perceba que essas visões apocalípticas são reveladas em progressão. Uma continua a outra revelando mais detalhes. Dan 2 é um panorama geral, 7-11 são detalhamentos desse panorama onde Deus achou importante explicar para Seu povo.

Comunicação divina: A mensagem é que reinos perseguirão o povo da aliança mas no final desse período de provação o Príncipe da Aliança salvará Seu povo.