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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O MILAGRE DA LUZ



Na última semana estava assistindo um programa na PBS (Public broadcast service), sobre o Chanukkah. Esse feriado ocorre agora em dezembro próximo do Natal. Chanukkah significa dedicação ou consagração. O feriado comemora o milagre do óleo nas lâmpadas do templo de Jerusalém por ocasião da sua rededicação no segundo século antes de Cristo (AC).

Os Judeus tinham acabado de vencer os Selêucidas na revolução dos Macabeus. E ao Antíoco IV Epifânio sair com suas tropas de Jerusalém, a cidade não possuía muitos recursos naturais. Quase tudo fora usado ou destruído na guerra ou tocado pelos invasores, o que tornava impuro para uso no santuário. Visto que o candelabro dentro do lugar santo do santuário não poderia se apagar, somente um milagre poderia deixá-la acessa.

De acordo com o Talmude Babilônico (shabbat 21) um pouco de óleo, não contaminado, fora achado e colocado na Menorah (o candelabro). Óleo que de acordo com a tradição duraria aproximadamente um dia. Porém um milagre ocorreu e a Menorah ficou iluminada por oito dias. Por isso eles celebram durante oito dias. De acordo com os judeus entrevistados no programa da PBS esta é a festa mais celebrada pelos judeus. Mais que o Yom Kippur (dia da Expiação) ou a Pesha.

Um rabino ao refletir sobre a festa disse no programa que o milagre do óleo não é tão importante quanto a existência da nação de Israel. Nas ruínas do templo em Jerusalém ele disse que enquanto muitas nações apareceram e desapareceram Israel continua por 3500 anos. “Israel é a luz milagrosa de Deus.” É isso que os evangélicos dispensacionalistas americanos acreditam. O interessante é que o canal público dá espaço para esse tipo de interpretação e não para a visão adventista.

É verdade que a sobrevivência Israel é um milagre. Mas a festa que mostra sua sobrevivência não tem nada haver com Antíoco, nem a Manorah. Mas com o Pesha e o Yom Kippur. O povo de Deus só existe por causa do Natal e não por causa do Chanukkah. A profecia de Daniel 9 mostra que foi o nascimento e morte do Messias que fez com que a aliança eterna entre Deus e Seu povo se cumprisse. Foi no período da semana da Páscoa que Cristo morreu.

Foi com o nascimento e morte de Jesus Cristo que Israel recebeu vida.

A Bíblia ensina que a luz no santuário continua acessa. Jesus e Seu Espírito brilham no santuário celestial fazendo expiação pelos homens. E por ocasião do término da purificação do santuário predita por Daniel 8:14 Jesus virá a terra outra vez. Então sim, 8 dias de festa serão celebrados por Israel. É a festa dos tabernáculos, onde viajaremos até a Jerusalém celestial que brilhará para sempre sem Menorah pois o Cordeiro Pascal será sua luz. Essa é a comunicação divina do Menorah.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Presentes na árvore

Árvores e presentes fazem parte do imaginário simbolismo do Natal. Nas lojas, na TV, nas casas, a decoração do Natal inclui várias coisas, mas esses dois sempre são os mais visíveis. Mas qual a relação entre árvore, presente e o nascimento de Jesus? Pois o Natal é a comemoração do nascimento de Jesus. É o aniversário de Deus.

E por falar em aniversário, você já percebeu que tem gente que entra em festa de aniversário sem conhecer o convidado? Passam maior vergonha, não trazem presente e ficam desconfortáveis. Vem só para comer. Infelizmente, muita gente comemora o aniversário de Jesus dessa forma, como se fosse um intruso. Não conhecem o aniversariante e aparecem só para festejar.

Para que você não seja um intruso na festa do Natal, vale à pena parar um pouco e refletir sobre o aniversariante e a relação entre o Natal, árvores e presentes. Para conhecer o aniversariante do dia a Bíblia é a melhor fonte de informação. O interessante é que poucos param para ler a Bíblia e por isso, não conhecem o aniversariante do dia 25 de dezembro.

Infelizmente, muita gente comemora o aniversário de Jesus dessa forma, como se fosse um intruso.

O livro de São Mateus registra:

Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.

Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente.

Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.

Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. (ARA 1:18-21)

Jesus nasceu para salvar o mundo dos pecados. Sem pecados não haveria nascimento de Jesus e nem Natal. A Bíblia conta que o pecado surgiu com Adão e Eva. Eles foram criados por Deus. Mas ao desobedecerem ao seu Criador eles morreram. A carta de I João capítulo 3 e verso 4 diz que o pecado é a transgressão da lei. Desobediência a Deus gera morte.

Porém, “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu único filho para que todo aquele que nele crê não morra mas viva eternamente”. Foi por isso que Jesus nasceu, por que Deus amou o mundo que tanto o odeia. Deus amou os filhos desobedientes e rebeldes tomando sobre Si a culpa dos seus pecados. Deus morreu para nos dá vida.

É aqui que entra a árvore e o presente no Natal. Jesus entregou Sua vida numa árvore. Foi numa cruz, num madeiro que o Filho do Deus eterno deu a vida por causa de sua culpa, por causa de minha culpa. Não num pinheiro cheio de luzes coloridas, mas numa rude cruz brilhou o Sol da Justiça. Ao sofrer a morte dos pecadores, Deus deu o maior presente já oferecido em qualquer Natal.

O presente na árvore do Natal não é um carro, uma casa nem uma camiseta tão desejada. O presente da árvore de Natal é Jesus. Aqui está a ironia de história. O aniversário é de Cristo. O Natal celebra Seu nascimento. Porém, quem recebe o presente somos nós. Vida eterna é oferecida a todos aqueles que creem. Você crer?

Mas ainda há espaço para presentes na árvore de Natal. Paulo refletindo sobre o significado do Natal, disse “crucificado estou com Cristo, agora já não sou eu quem vivo mas Cristo vive em mim” (Gálatas 2:20). O maior presente que Jesus pode receber nesse Natal é nossa vida. A vida que Deus deseja, uma vida em conformidade com a Sua Palavra. Quando entregamos nossa vida a Jesus temos uma vida nova. Morremos para o pecado e nascemos de novo. Esse é o presente de Natal que podemos dar a Jesus.

Bem diferente do que a televisão e as lojas nos fazem acreditar, Natal é sobre isso tudo que a Bíblia apresenta: pecado, perdão, Jesus e salvação. Não tem nada haver com consumismo, peru ou neve. Agora tudo faz sentido, árvore, presente, Natal e Jesus.

sábado, 28 de novembro de 2009

em recesso

Entrei de recesso (de ações de graças) e tirei folga da net também. Porém essa semana volto com as atividades e novas idéias sobre comunicação divina...espero vc

domingo, 15 de novembro de 2009

Monólogos religiosos II

Ainda sobre o monólogo, escrevo agora para o indivíduo e não para um grupo. No texto anterior argumentei sobre o resultado do monólogo religioso em nível macro. Agora quero refletir sobre o seu impacto no nível mais pessoal. Qual o resultado do monólogo religioso entre Deus e eu?

Religião é um relacionamento entre a divindade e seres humanos. Mas assim como muitos relacionamentos hoje, esse também pode ser defeituoso. E uma das razões é o monólogo. Assim como no casamento a falta de comunicação/interação entre o casal pode trazer prejuízos, assim também a interação entre Deus e o homem depende de um diálogo.

A Bíblia apresenta que esse relacionamento entre Deus e o homem é possível. Ela ensina que essa comunicação é essencial para o desenvolvimento saudável do ser humano. Primeiramente Deus fala com o ser humano de “diversas maneiras” (Hebreus 1:1) e espera uma resposta, como em todo diálogo. Essa resposta vem através da oração, que é uma interação com o divino. Nesse aspecto muitos cristãos têm falhado pois tem esquecido que cristianismo é uma comunicação.

Quando esquecemos um das vias de interação o que era deveria ser diálogo se torna em monólogo. E os resultados de um monólogo religioso são funestos. Quando apenas só Deus fala e o homem não responde adequadamente, esse ciclo é quebrado. E o mesmo ocorre quando a comunicação divina é esquecida. Pois como podemos responder corretamente algo que não sabemos do que se trata?

Cristianismo que enfatizam a resposta humana sem a revelação divina, estão no perigo se relacionarem com outra entidade espiritual ao invés do Deus da Bíblia. E cristãos que só recebem revelações divinas e não respondem corretamente serão em breve rejeitados. Assim como numa conversa que um não dá atenção para o que o outro fala. Seu término é uma questão de tempo.

Portanto, se você deseja desenvolver um relacionamento saudável com Deus, receba a comunicação divina e interaja adequadamente a ela. Essa semana refletirei como fazer isso.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Monólogos religiosos

Esse assunto de monólogos e diálogos tem mexido comigo. Principalmente o monólogo religioso. Se ditaduras políticas usaram o monopólio da comunicação, o que aconteceria com o Cristianismo se usasse o mesmo recurso de “persuasão”?

No livro A cruz de Hitler, de Erwin Lutzer, o autor sugere como seria esse Cristianismo. Hitler usava forte recursos visuais, discursos longos e enérgicos que cativavam a multidão. Alguns historiadores registram que após o discurso Hitler desmaiava de exaustão como um médium. Suásticas e outros símbolos nazistas foram espalhados em toda Alemanha não dando espaço para nenhuma outra opção. Rádios, jornais, todos os meios de comunicação foram monopolizados. Apenas o partido nazista e sua filosofia era comunicada.

Se beneficiando do estado emocional frágil dos Alemães, pós I Guerra, Hitler apela para o emocional prometendo riquezas e segurança em detrimento da liberdade. As igrejas cristãs que adotassem a suástica e o estilo de vida nazista poderia continuar, porém quem não concordasse com o misticismo religioso nazista seria aniquilado. E foi isso o que ocorreu, minorias religiosas que mantiveram suas consciências firmes foram levados para o campo de concentração: testemunhas de Jeová, Judeus, Adventistas do Sétimo Dia, ciganos e outros.

Os cristãos que não foram perseguidos, aceitaram a filosofia de vida nazista. Eles não viram conflito entre a Bíblia e Hitlerismo. Porém o contraste é gigantesco. O que fez com que esses cristãos adotassem a suástica em suas igrejas? Muitas coisas é verdade. Mas gostaria de sugerir uma importante: religiosidade puramente emotiva como resultado de um monólogo religioso. Os cristão aceitaram facilmente a suástica pois cegados pela tragédia que viviam não distiguiram o certo do errado. Alem do mais, Hitler usava passagens bíblicas em seus discursos, o que tem de errado em aceitar aquele que poder nos tirar do buraco econômico social?

Religiosidade emotiva, não conversaram e analisaram as implicações de tal união entre a igreja e o estado. O que aconteceu? Está tudo nos livros de história para qualquer um ler. Ou nas igrejas que apelam para a emoção. Cristãos que colocaram (ou colocam) a prosperidade física superior a espiritual, e que se deixam levar por um discurso visual e belo. Ao invés de conversarem com Deus através da Bíblia e oração. Mas o que era belo se tornou num demônio. Por isso, cuidado.

domingo, 8 de novembro de 2009

Vamos conversar!?

Recentemente a autora do blogueiros cubanos foram perseguidos por suas atitudes de liberdade: publicar textos na internet sobre a vida do cubano em Havana. Tenho escrito no comunicação divina que comunicação é essencial para o ser humano. Pois é através da interação que crescemos, e fomos criados para crescer. Mas sem comunicação o homem morre.

Morre porque comunicação é compartilhar vida. O uso da força, porém, talha a criatividade humana. Comunicação requer liberdade e quando forçamos alguém a receber e agir sem sua vontade a resposta não é espontânea. Isso gera uma comunicação defeituosa. Pois a informação de tal comunicação artificial não gera vida, mas o oposto. Ao aniquilar a criatividade de resposta espontânea, a liberdade humana também é anulada. Sem liberdade o ser é apenas um objeto refletor.

Ao invés então de crescer e se moldar pelo processo de compartilhamento de vida, uma comunicação artificial forçada gera robôs. Muitos governos tentaram essa forma de vida. Usaram a comunicação artificial do monólogo. Removeram a criatividade e capacidade de resposta dos outros. Exemplos são fartos nos livros de história, Catolicismo da Idade Média, Feudalismo, Nazismo, Facismo, Socialismo, são alguns que geraram sociedades por tais métodos de comunicação.

As características de tais sociedades são perceptíveis. Líderes opressores, ausência de criatividade e liberdade de comunicação. Um pensamento autoritário dita a visão de mundo, seja ela certa ou errada. Nesse modelo social apenas um grupo diz o que é lei e obrigatório para todos e a verdade se torna relativa a uma casta. No passado pessoas sofreram pela falta de compreensão e tolerância de uma minoria autoritária que se achava no direito de dominar a comunicação de todos.

Apesar do registro histórico, ainda hoje grupos tentam monopolizar a comunicação e impor à força suas idéias. Alguns não usam a força física, mas intelectualmente anulam a participação e liberdade dos outros. Cientistas tentam forçar a crença na evolução. Igrejas usam a emotividade para deturpar o raciocínio lógico dos crentes. Ambos apelam para o emocional com seus argumentos dogmáticos sobre a realidade ao invés de dialogar. Sugiro que monólogo não é uma boa opção comunicativa.

Isso aprendi em Isaías 1:19: “vinde e conversemos, diz o Senhor...” Ao invés de impor nossa idéia e estilo de vida sobre os outros, que tal um diálogo?!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Impacto

Comunicar é compartilhar vida. É transmitir quem eu sou para o outro. Através do compartilhamento de informações eu recebo não só a mensagem mas, o mensageiro. No texto monólogos e diálogos argumentei que comunicação só é efetiva quando existe a participação interativa de pelo menos dois seres.

Comunicação são sentimentos e idéias compartilhadas com outros. Essa interação modifica ambos os seres para sempre. Como duas cabeças que se chocam num jogo de futebol. O impacto de tão ação afetará os dois. Comunicação é impacto mental e niguém sairá ileso desse confronto.

A partir do momento que me comunico, compartilho meu caráter, minhas emoções e visão de mundo com os outros. Visto que a realidade é complexa, a multiplicidade de visões pode contribuir para uma melhor construção da realidade. A partir dessa interação os homens conseguem compreender melhor a realidade que o cerca. Ou o oposto pode ocorrer. Se recebo uma mentira e internalizo-a, isso afetará minha compreensão das coisas.

Comunicação é impacto mental. E ninguém sairá ileso desse confronto.

É por isso que comunicação é essencial para a vida. O homem é um ser sociável. E para sobreviver no mundo ele precisa de companhia e interação. Algo importante para se entender é que não interagimos inteligentemente com seres inanimados. Não que não haja comunicação e influência na interação de seres vivos com objetos. Essa influência é maior que muitos realizam. Porém comunicação eficaz só é realizada mediante duas vidas.

Quando leio um texto então, não interagimos com as palavras somente, mas principalmente com seu autor. Não podemos conversar com letras num papel. Interagimos com seres inteligentes. A interação ocorre com o autor do texto, com seus sentimentos, idéias e visão de mundo que agora estão sendo incorporados por você. E cada pessoa possui uma visão de mundo. Uns acreditam em Deus, outras negam Sua existência. Essas crenças afetarão sua comunicação.

Devo sempre lembrar que toda vez que me comunico, seja via mídia primária (corpo a corpo), secundária (revista, livro), ou terciária (internet, televisão), existe alguém compartilhando sua visão de mundo comigo. E o resultado é que serei moldado por esse impacto. Me pergunto, qual modificado sairei após esse confronto de idéias?