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sábado, 17 de abril de 2010

Que situação!


Deixei o livro de Isaías no capítulo 39, refletindo sobre a glória de Deus. Até aqui descobri que a glória de Deus surge em momentos de prova para testar a fidelidade do homem que está em pecado. Responder positivamente ou negativamente às manifestações divinas determinam nosso futuro. Assim, não é Deus quem causa o sofrimento mas Ele o usa para purificar o homem do pecado e da morte. É num desses momentos de sofrimento e morte que Deus aparece a Isaías.

A glória de Deus aparece no auge da opressão Assíria sobre a região do Oriente Médio. Nos reinos de TiglatPileser III, Shalmanaser, Sargão II e Senaqueribe o império Neo Assírio é fortalecido e domina desde o Egito até a Pérsia. Seu exército era famoso por causa de suas crueldades militar com seus inimigos. Arrancar os olhos do reis rebeldes, empalar homens, queimar cidades inteiras eram apenas algumas dos meios usados para aterrorizar as pessoas. E os Israelitas estavam entre esses que eram ameaçados pelos terroristas Assírios.

Mas o perigo maior não estava fora dos muros da cidade. Os reis e nobres ficavam ricos a custa da exploração da população. Os políticos aumentavam o imposto, desviavam o dinheiro dos que necessitavam para os seus prazeres. Isso te parece familiar?! À medida que crescia o comércio interno e as relações exteriores, a avareza e o desejo de ficar cada vez mais rico também. A liderança do governo junto com o sistema judiciário trabalhavam não pela justiça mas pelo interesse próprio. Mesmo com mensagens enviadas de Deus através de Amós, Miquéias, Oséias e Isaías, a crueldade continuava nas ruas.

E se alguém desejasse fugir do mal correndo para o templo, perceberia logo que lá dentro a situação era pior. Nos centros religiosos os sacerdotes oprimiam as viúvas e os pobres pedindo a cada dia mais dinheiro e oferecendo cada vez menos paz e Deus. Vasos e mais vasos eram enchidos com o dinheiro daqueles que viam adorar. Em troca, uma religião meritória e de prazer sensual era oferecida.

Enquanto que a injustiça e a impureza permeia os meios de comunicação de massa...

Em aliança com os reis eles faziam parte de uma corrupção social dominada pela idolatria. Ídolos estes que estavam espalhados por todas as cidades. Suas propagandas eram vistas de longe. Sensualidade e prazer eram o apelo. De longe a fumaça de sacrifícios humanos subiam como publicidade das orgias e sacrifícios humanos oferecidos nos altos dos montes da Palestina, a terra da promessa.

... o profeta não se conforma e sensível ao que está acontecendo clama ao Deus dos céus por uma resposta

É nesse cenário que Isaías vai ao templo em busca de Deus. Enquanto a injustiça e a impureza permeiam os meios de comunicação de massa, em meio ao caos, o profeta é um daqueles que não se conforma com a maldade e sensível ao que está acontecendo clama a Deus dos céus por uma resposta. Deus responde manifestando Sua glória. Quero me tornar um Isaías e ver a glória de Deus!

Comunicação divina de hoje - a glória de Deus é manifestada quando nos indignamos contra a injustiça

sábado, 3 de abril de 2010

Feliz páscoa

Nas últimas semanas estive ocupado com os requisitos do mestrado e não postei nada. Porém, pretendo, nesta nova semana, continuar minha jornada sobre a glória de Deus. Através do livro de Isaías continuarei algumas reflexões e logo em seguida, refletirei sobre a glória no livro de Ezequiel. Esses homens que viram a Deus tem muito a nos ensinar.

Resumindo e já adiantando o que tenho aprendido, glória de Deus é a manifestação de Sua presença. Essa manifestação gloriosa modifica todas as coisas para o bem ou para o mal, dependendo da resposta voluntária da criação. A glória de Deus pode ser manifestada de diversas formas, inclusive fiquei surpreso com o método usado por Deus no livro de Ezequiel. Mas a maior dessas manifestações gloriosas ocorre nos Evangelhos. Cristo, o Messias, Deus em carne, o menino Jesus, o mestre crucificado, o carpinteiro ressurreto.

Essa manifestação gloriosa modifica todas as coisas para o bem ou para o mal, dependendo da resposta voluntária da criação

E nessa semana, temos o privilégio de comemorar a glória de Deus. A páscoa é uma festa divina, instituída por Deus, que tem sua origem no Egito cerca de 3500 atrás. Naquela época, as famílias de Jacó eram oprimidas e maltratadas por um faraó que rejeitara o Deus de José. Ao clamarem ao Senhor, a glória de Deus é manifestada. Sinais e milagres, pragas e livramento deixaram claro a todos no Egito que o Deus de Israel estava bem vivo e ativo.

E para lembrar a Israel para sempre desses gloriosos atos, Deus ordena a Moisés a celebração da páscoa. Comemorando o dia do livramento da opressão do Egito, cada família deveria sacrificar um cordeiro e colocar o sangue do cordeiro sobre as umbreiras (limites da porta), significando que apenas o sangue do sacrifício de Jesus liberta o homem do cativeiro do pecado. Páscoa simboliza, portanto, não somente a glória de Deus no Egito, mas a glória de Deus na cruz.

Mas a revelação da glória de Deus não terminou na cruz, ela aparecerá de forma ainda mais forte e livrando a todos os homens para sempre...feliz páscoa a todos.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Jesus, glória de Deus

Para refletir sobre a glória de Deus



domingo, 14 de março de 2010

O sucesso da irracionalidade


Ao abrir a internet hoje descobri que hoje (14 de março) é o dia do π.De acordo com o site piday.org este dia é comemorado pelos matemáticos de todo o mundo. Eles celebram o sucesso da matemática como ciência. Disciplina esta que permitiu a existência do computador, da física e química experimental e muitas outras descobertas. Realmente não podemos fugir da matemática.

E como símbolo desse sucesso foi escolhido a letra π (PI) do alfabeto grego. Lembrando o que aprendi na escola, o π é símbolo da razão entre o raio da circunferência de um círculo pelo seu diâmetro. O que me intriga é que o resultado desse cálculo é um número infinito. Ou de acordo com o site oficial do PI day, "um número irracional". Ou seja, um número que continua pela eternidade sem repetir. Pi = 3.1415926535…

Interessante como até a ciência mais precisa, como a matemática, precisa do reconhecimento do infinito e da irracionalidade para entender o concreto e físico. Vejo que a irracionalidade também é bem sucedida. Por que então a reluta de tantos de aceitar um Ser infinito que também contribui tanto para a nossa vida? Vou comemorar junto com os matemáticos o sucesso da irracionalidade.

Olhar para Deus também cura


A glória de Deus revela a origem do mal e do sofrimento. Ao ver a glória de Deus Isaías sofre, mas também resolve seu problema, ele é purificado. Deus em Sua glória não só revela a condição maldita do ser humano mas oferece a solução para o sofrimento. A solução está intimamente ligada a glória, a presença divina.

Isso é demonstrado até pela estrutura do livro. Em um artigo esclarecedor, John N. Oswalt mostra que a visão do capítulo 6 é um protótipo do que ocorre no restante de todo o livro. Isaías representa Israel, impuro, pecador que reconhece seu estado somente mediante a revelação da santidade de Deus. Os capítulos 7 a 39 são revelações dessas duas realidades, o pecado de Israel e o caráter santo de Deus.
Quando se perde o referencial da glória de Deus o resultado inevitável é o sofrimento.

Israel que havia sido escolhido por Deus para dá glória ao Criador de todas as coisas, e mostrar o amor desse Deus a toda a humanidade, falha ao perderem o referencial. De acordo com esses capítulos, Israel troca a glória do Criador pela glória das criaturas. Nos dois últimos capítulos dessa seção a falha de Israel é exemplificada pelo seu representante, o rei Ezequias. Quando os babilônicos visita a Jerusalém, ele glorifica a si e suas riquezas materiais enquanto a glória de Deus é esquecida.

Como resultado o rei fica doente e morre. Israel é levado cativo junto com todas suas riquezas para Babilônia, o que aconteceu no ano 605 a.C. O que aprendi com tudo isso é que quando contemplamos e atribuímos glória e poder às criaturas ao invés do Criador, sofremos. Guerras entre nações são geradas pelo egoísmo, briga familiar também, pobreza e violência sociais podem ser atribuídas a falta de compaixão e orgulho.

Quando se perde o referencial da glória de Deus o resultado inevitável é o sofrimento. No entanto, como a segunda metade do livro de Isaías mostra (e que comentaremos mais tarde), quando a glória do Senhor está presente na vida de uma nação, o resultado inevitável é a paz.

Comunicação divina de hoje - contemple a glória de Deus e Ela te dará o que você tanto busca.

sábado, 13 de março de 2010

A glória de Deus e a causa do sofrimento

Em minha busca procurando ver a Deus continuo no livro de Isaías refletindo sobre Sua glória. Comecei esse jornada procurando a Deus por causa dos questionamentos humanos acerca do sofrimento. E pensei que talvez se eu O visse poderia entender o pouco melhor a razão de tanto sofrimento e morte.

O que tal lógica ignora é a razão do sofrimento

A primeira surpresa foi descobrir que ao olhar para Deus em Sua glória, muitos sentem dor. Bem o oposto do que procurava, mas parece ser este o padrão. Isaías sentiu dor, como escrevi anteriormente. Daniel também ao ver a Deus sente-se fraco (Dan.10:8), Ezequiel cai (1:28), bem como o discípulo João que sente como estivesse morto (Apoc. 1:17). Em todos esses casos a manifestação da glória de Deus produz desconforto, dor e sofrimento.

Mas seria a glória de Deus ruim? Essa é a resposta pronta de muitos homens que ao sofrerem na vida não acreditam no Deus da Bíblia. Marx, Freud, Nietzsche e muitos outros culpam a Deus, ou a crença nEle como a razão de todo sofrimento. E seguindo o exemplo destes, ainda é comum eu escutar alguém questionando a existência de Deus por causa do sofrimento.

O que tal lógica ignora é a razão do sofrimento, o que a visão de Isaías no ajuda a entender. Esse sofrimento é decorrente da impureza do profeta e do seu povo, Israel. Ao presenciar a glória divina em Sua santidade e pureza, o contraste é marcante. A impureza do seu pecado, de sua dessemelhança com Deus, gera uma dor profunda.
É comum escutar alguém questionando a existência de Deus por causa do sofrimento.

De acordo com as Escrituras o pecado é a causa do sofrimento humano. O homem fora criado perfeito por um Deus perfeito, porém a desobediência e a escolha humana em abandonar a Deus gerou morte. Tsunamis, terremotos, enchentes, câncer, Aids, nada disso é gerado pela glória de Deus. Pelo contrário, em todos os exemplos mencionados acima, percebo que a glória de Deus elimina o sofrimento do pecado.

Deus purifica a Isaías com uma brasa, fortalece e levanta a Daniel, Ezequiel e João. E ainda mais, a todos esses que viram a glória de Deus, uma mensagem de conforto e esperança é enviada. Deus se preocupa com o sofrimento humano e envia mensageiros de esperança para mostrar a humanidade que Ele tem a solução para todos os problemas, basta confiar na glória do Senhor. Sobre essa solução refletirei um pouco mais em breve.

sábado, 6 de março de 2010

Vi a Deus e doeu

Tenho refletido sobre a glória de Deus através daqueles que já a viram. Em minha jornada resolvi esse sábado sair um pouco do livro de Êxodo e viajar pelo livro do profeta Isaías para ver um pouco mais dessa glória. Minha jornada não foi em vão e maior luminosidade surgiu em meu caminho. Pois o capítulo 6 de Isaías relata mais um que viu a glória de Deus.

Assim que ele vê a Deus ele sente dor.

Ao contemplar a maldade do seu povo ele busca o santuário. Em meio a tanta injustiça e iniquidade, Isaías se questiona se os planos de Deus para com Seu povo se realizariam. Nessa semana de tanto sofrimento e mais terremotos muitos também perguntam o que será de amanhã? Estará Deus envolvido no bem-estar da humanidade? Isaías havia buscado o lugar certo para obter tais respostas.

Em meio aos seus pensamentos, Isaías é levado ao céu. Ele avista no santuário celestial Aquele que é invisível aos olhos de seus conterrâneos. "Santo, santo, santo, é o Senhor dos Exércitos, toda a terra está cheia de Sua glória." Assim que ele vê a Deus ele sente dor. "Aí de mim!" Será que este é o resultado natural da visão da glória de Deus? Estaria eu disposto a sofrer para ver? Por que dor?

Vejo que Deus não é cego aos sofrimentos humanos, eu que sou cego quanto ao amor divino. E reconhecer isso dói.

A dor veio pelo contraste e pela luminosidade. Assim como uma pessoa que fica trancada num lugar fechado e escuro por dias sente dor ao contemplar o sol do dia (experimente ligar a luz forte de seu quarto assim que você acorda no meio da noite escura) Isaías sente dor ao ver a glória de Deus. Isaías viu a santidade divina Deus em contraste com sua pecaminosidade.

Deus era puro, santo, bom, justo, misericordioso, gracioso, eterno, amoroso, perdoador, redentor...e tudo isso condenou Isaías e seus familiares Israelitas. Em meio a tanta dor e sofrimento causado pela maldade dos homens, a visão da glória de Deus não diminuiu a dor de Isaías, apenas intensificou-a. Mas a fonte da dor mudou. Não mais era ele o inocente clamando por justiça, mas o pecador pedido por clemência.

Descobri que em meio aos meus questionamentos sobre Deus em meio a maldade do mundo, a glória de Deus surge em minha vida para mudar o foco. Ao ver a Deus vejo que mereço ainda mais do que está acontecendo de ruim. Vejo que Deus não é cego aos sofrimentos humanos, eu que sou cego quanto ao amor divino. E reconhecer isso dói.