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sábado, 6 de março de 2010

Vi a Deus e doeu

Tenho refletido sobre a glória de Deus através daqueles que já a viram. Em minha jornada resolvi esse sábado sair um pouco do livro de Êxodo e viajar pelo livro do profeta Isaías para ver um pouco mais dessa glória. Minha jornada não foi em vão e maior luminosidade surgiu em meu caminho. Pois o capítulo 6 de Isaías relata mais um que viu a glória de Deus.

Assim que ele vê a Deus ele sente dor.

Ao contemplar a maldade do seu povo ele busca o santuário. Em meio a tanta injustiça e iniquidade, Isaías se questiona se os planos de Deus para com Seu povo se realizariam. Nessa semana de tanto sofrimento e mais terremotos muitos também perguntam o que será de amanhã? Estará Deus envolvido no bem-estar da humanidade? Isaías havia buscado o lugar certo para obter tais respostas.

Em meio aos seus pensamentos, Isaías é levado ao céu. Ele avista no santuário celestial Aquele que é invisível aos olhos de seus conterrâneos. "Santo, santo, santo, é o Senhor dos Exércitos, toda a terra está cheia de Sua glória." Assim que ele vê a Deus ele sente dor. "Aí de mim!" Será que este é o resultado natural da visão da glória de Deus? Estaria eu disposto a sofrer para ver? Por que dor?

Vejo que Deus não é cego aos sofrimentos humanos, eu que sou cego quanto ao amor divino. E reconhecer isso dói.

A dor veio pelo contraste e pela luminosidade. Assim como uma pessoa que fica trancada num lugar fechado e escuro por dias sente dor ao contemplar o sol do dia (experimente ligar a luz forte de seu quarto assim que você acorda no meio da noite escura) Isaías sente dor ao ver a glória de Deus. Isaías viu a santidade divina Deus em contraste com sua pecaminosidade.

Deus era puro, santo, bom, justo, misericordioso, gracioso, eterno, amoroso, perdoador, redentor...e tudo isso condenou Isaías e seus familiares Israelitas. Em meio a tanta dor e sofrimento causado pela maldade dos homens, a visão da glória de Deus não diminuiu a dor de Isaías, apenas intensificou-a. Mas a fonte da dor mudou. Não mais era ele o inocente clamando por justiça, mas o pecador pedido por clemência.

Descobri que em meio aos meus questionamentos sobre Deus em meio a maldade do mundo, a glória de Deus surge em minha vida para mudar o foco. Ao ver a Deus vejo que mereço ainda mais do que está acontecendo de ruim. Vejo que Deus não é cego aos sofrimentos humanos, eu que sou cego quanto ao amor divino. E reconhecer isso dói.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cibercultura

Vale a pena conferir bela entrevista sobre cibercultura com Eugênio Trivinho. Qual o impacto do twitter ou orkut sobre a violência e seu emprego? E sobre religião?

http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/18607_A+INCLUSAO+DIGITAL+E+UMA+UTOPIA+?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage

Morrer pra quê?

Estive olhando algumas noticias no site G1 da globo e fiquei aterrorizado com dois casos de morte. Infelizmente ficar sensibilizado com morte é difícil hoje em dia com tanto relato de morte nos jornais. Mas Deus não deixa passar desapercebido.

Gostaria de comentar esses dois casos. O primeiro ocorreu na Vezezuela. Cito primeiro parágrafo (lide) da reportagem: Um estudante de 28 anos morreu na madrugada desta terça-feira (26- janeiro) em Mérida, oeste da Venezuela, em um protesto realizado depois da suspensão do sinal do canal RCTV, informou ao canal oficial VTV o governador do Estado, Marcos Díaz Orellana. Horas antes, outro jovem de 15 anos, Yosinio Carrillo, militante do Partido Socialista também morreu em confronto com o governo.

O que me deixa pertubado não é somente a brutalidade do governo Comunista, mas a causa de tais mortes. No passado pessoas morriam pela liberdade de seu país, ou pela vida de seus familiares ou de seus deuses. Em todos esses casos, pessoas morrem por uma causa que eles deram maior importância que suas vidas.

Qual a causa que motivou dezenas de estudantes venezuelanos a se rebelarem e 2 deles morrerem? Televisão. Será que vale a pena morrer por uma telinha e programas de entretenimento? Talvez tenham morrido pela liberdade de expressão, causa nobre, porém sou um pouco cético quanto a isso.

Fico pensando quantos daqueles jovens morreriam pelo seus familiares ou por sua religião/Deus?

Na pós-modernidade mais pessoas gastam suas horas na televisão e entretenimento que qualquer outra coisas. Casamentos, filhos, estudos, religião são sacrificados. Creio que o martírio dos jovens venezuelanos seja uma representação lastimável dos valores atuais. Fico pensando quantos daqueles jovens morreriam pelo seus familiares ou por sua religião/Deus? Você morreria por uma dessas causas?

Antes de responder essa pergunta afoitamente, considere o segundo caso. Também do site G1, Um casal de Oregon City, nos Estados Unidos, foi condenado por assassinato resultante negligência criminosa, depois de deixar o filho de 16 anos morrer sem procurar ajuda médica. Jeff e Marci Beagley são membros da igreja local Seguidores de Cristo, que prega a cura pela fé e rejeita cuidados médicos.

O fato é que todos morreremos cedo ou tarde pela causa que julgamos valer a pena.

O que você acha? Eles sacrificaram em nome de Deus. Uma causa muito nobre para alguns, que talvez justifique o ato. Porém na visão dos júri a causa não foi tão justa assim, 12 dos jurados condenaram o casal. O curioso foi o depoimento do único jurado que falou com a imprensa, de acordo com a reportagem do G1. Robert Zegar, disse que nenhum deles acredita que o casal seja “do mal”. “Eles apenas tomaram a decisão errada”

O que você acha dessa colocação? Creio que os pais não tinham o direito de sacrificar o filho por sua crença, ao menos que o filho também aceitasse a decisão dos pais. Não quero defender ou condenar a causa da morte, apenas queria ressaltar o papel da liberdade de escolha. Mas o que constato também é que ainda há pessoas que desejam sacrificar suas vidas por suas crenças religiosas num mundo tão secular.

Pessoas morrem por entretenimento, outras por religião. O fato é que todos morreremos cedo ou tarde pela causa que julgamos valer a pena. Jesus morreu por você, por qual causa você morreria?

domingo, 21 de fevereiro de 2010

problema de comunicacao

Problemas de comunicação...lembre-se disso quando for conversar com alguém. Muito boa, essa, valeu marlon pelo link: http://lolbot.net/pix/3726.jpg

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Eu quero ver a Deus


Tenho refletido sobre Deus. Quem é Deus? Como Ele se parece? Como Ele age? Após alguns incidentes ruins que aconteceram com pessoas próximas a mim, e o evento no Haiti, essas perguntas vieram novamente à minha mente. Digo novamente pois já me perguntei por várias vezes sobre Deus. Apesar de ser cristão Adventista de berço, sempre tive curiosidade sobre a divindade. Se somente pudesse ver a Deus face a face poderia perguntar para Ele.

Fui à Bíblia (um bom começo, não acha!?) e comecei a ler desde o início. Ao chegar no livro de Êxodo, algo me chamou a atenção. Nunca vi a Deus pessoalmente, apesar de sempre ter esse desejo, não sei você?! Os Israelitas viram a Deus, e Moisés falava face a face com Ele. Fico imaginando se eu estivesse nesse momento único da história. Pois até então, não há relatos históricos que mostrem um grupo tão grande de pessoas vendo de maneira tão clara à divindade.

Alguns podem até questionar o evento, porém sou um "pouco" pós-moderno e acredito na validade das experiências pessoais. Prefiro dar crédito ao testemunho Mosaico. Em Êxodo 24:10, Moisés afirma que ele e mais 73 líderes do povo de Israel "viram" a Deus. Impressionante o relato! Nem o mais ateu empiricista deste século duvida a validade da visão humana.

O que eles viram? Os pés de Deus sobre o monte Sinai, no deserto da Arábia, e um pavimento de azul safira. Todas as rochas tocadas por Deus haviam se tornado azuis. (Economizando seu tempo no google, coloquei uma imagem de safira, caso nunca tenha visto uma) Deus estava em volta a um corpo fumegante cujo todos os Israelitas viam à distância (Ex.24:17). O fogo da presença de Deus transformara as rochas do Sinai.

Era a glória de Deus. Ela aparece aos Israelitas nos momentos mais difíceis. No momento de dúvida da existência divina e humana, a glória de Deus surgiu. O livro de Êxodo é sobre a glória de Deus. Sua presença permeia todo o livro. E quando ela entra em contato com a criação, ela trasforma a natureza das coisas. Quero ser transformado, e por isso, continuo em minha jornada espiritual contemplando a glória de Deus.

Assim que tiver mais inspiração compartilho um pouco mais das coisas que tenho "visto", para que você também se empolgue e comece a contemplar a glória de Deus.

sábado, 23 de janeiro de 2010

o Deus de porcelana

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1192776-7823-VEJA+IMAGENS+DO+DESABAMENTO+DE+UMA+IGREJA+NO+HAITI,00.html

O link acima mostra o inicio do terremoto no Haiti. Filmado por um oficial brasileiro da ONU, em frente à igreja Católica onde Zilda Arns palestrava, as imagens mostram os destroços do lugar onde se adorava a Deus. O local onde se reuniam para ajudar o próximo agora estava em ruínas. Os entulhos se amontoam em cima dos corpos inertes.

As pessoas correm e gritam desesperados sem saber o que fazer. Em meio a poeira e a destruição outro corpo inerte está intacto. Mas esse corpo não é de carne e sangue. Em meio ao terremoto a cruz de Cristo continua em pé. Alguns que andam sem rumo olham para o corpo que parece inabalado com a situação.

Em meio ao terremoto, a cruz de Cristo continua em pé.

Ao olharem o crucifixo eles caem prostrados em frente ao Jesus levantado entre os céus e a terra. Os gritos de aflição clamam para que o Deus de porcelana saia do madeiro e se compadeça dos aflitos. Mas será que o Deus da cruz pode ajudar? Será que Ele escuta os gritos dos aflitos? O profeta Isaías ao contemplar a aflição dos homens afirma, “Em toda suas aflições, Ele foi aflingido.” (Is.63:9)

O crucifixo nos lembra da preocupação de Deus para a humanidade sofrida. Enviando o Seu Filho para morrer e sofrer, Deus mostra que Ele sofre junto com a humanidade. Assim como as imagens nos mostra, o terremoto não conseguiu abalar a cruz de Cristo. Ela continua em pé, bem alto para todos verem e buscarem ajuda. Firme como nunca antes os símbolos nos lembram que é no momento de maior aflição que Deus se manifesta mais poderosamente.

A cruz intacta no terremoto é um lembrete inequívoco que Cristo está em pé. Ele agiu no passado e continua a agir. Em meio a todo esse sofrimento, Jesus continua a amar Seus filhos.

Ao contrário da imagem no Haiti, o Jesus da cruz não é de porcelana. Ele está bem ativo e vivo.

Através das Cruz Vermelha, da Adra e de muitos cristãos ou não cristãos, Jesus se manifesta e atende os clamores dos aflitos. E você, tem ajudado aos aflitos ao redor de sua casa? Ou como aquele ser de porcelana continua inerte em meio a todo o sofrimento ao seu redor? As nossas ações manifestam que tipo de Deus adoramos.

A cruz de porcelana nos comunica que “naquilo que Ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados...porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes foi Ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemos-nos pois confiadamente ao trono de graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça em ocasião oportuna.” (Hebreus 2:18;4:15,16 – ARA). E que melhor ocasião para buscarmos a Deus que nos momentos de aflição!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Refletindo 2010

O terremoto de 12 de janeiro não abalou somente a capital da ilha Hispaniola, mas a fé de muitos num Ser superior. Calculado em mais de 7 pontos na escala Hichter e com uma estimativa de 200 mil mortos, o abalo sísmico no Caribe foi sentido bem longe e afetou a vida de milhões de pessoas no mundo inteiro.

Pois com uma catástrofe como essa a fé de muitos se abala. Indagamos sobre a autenticidade da pregação cristã e o caráter de Deus. Como pode Deus permitir tantas pessoas morrerem se Ele poderia evitar? É Deus todo-poderoso? Ele é bom? Perguntas como essas já foram feitas por muitos na história. Até pelo próprio Filho de Deus.

No período de maior angústia, Jesus clamou na cruz: Deus meu, por que me desamparaste? Eu também fiz a mesma pergunta após algumas tragédias que aconteceram nas últimas semanas comigo, meus familiares e amigos do Haiti.

Tenho procurado nas Escrituras Cristãs a solução para esse problema que parece sem solução. E gostaria de compartilhar com você, nos próximos dias, o que tenho aprendido. Os ensinos da Palavra de Deus tem me confortado e assim como Jesus viu a luz entre as trevas e ressurgiu ao terceiro dia, aqueles que esperarem pela manifestação divina serão recompensados.

Volto ao comunicação divina com essa reflexão. E convido você a refletir comigo também. Queria desejar um feliz 2010 a todos. Mas acho melhor desejar um 2010 de bastante reflexão. Pois é a melhor coisa a fazer nesse momento.